quarta-feira, 20 de novembro de 2013

O Eixo Fascista das Religiões

As religiões não admitem nenhum tipo de crítica. A razão é considerada a grande produtora de heresias e pecados mortais. O senso comum e a necessidade dos inseguros na fé exigem o literalismo escolástico, firmando uma imagem divina cruel e vingativa. Juízo é o que falam de Deus. E julgam e julgam, infinitamente! Não reconhecem o perdão e o amor, nem a misericórdia divina. Constroem estranhas catedrais de veneração a deuses desprezíveis, fruto de doenças cognitivas que fazem dos seus deuses, poderosos imperadores. Se os proclamadores religiosos entendessem que somos o desejo de Deus, que fomos gerados por e em Seu instinto Divino, poderiam ser mais úteis aos seus semelhantes. As liberdades individuais de ser e existir, a força suprema do instinto de ser humano, conceitos e atos amplamente incentivados por Jesus Cristo, foram banidas das religiões como um valor teológico. De tal sorte foram condenadas ao exílio, que o senhor da razão humana é chamado de satanás, ente estranho e medonho. Um corruptor de espíritos que se opõe à disciplina dogmática religiosa.

Decerto, posso reafirmar a constatação de Nietzsche: “A atração exercida pelo conhecimento seria bastante fraca, se para atingi-lo não fosse preciso vencer tantos pudores.” (Além do Bem e do Mal - Friedrich Wilhelm Nietzsche (1844-1900) – pag. 76).

quinta-feira, 14 de março de 2013

Jesus barrado no conclave dos Cardeais


Reputo o Leonardo Boff como um dos poucos teólogos lúcido e cristão na AL. Sua incursão na Teologia da Libertação foi sempre defendendo uma posição cristocêntrica e muito próxima da Teologia da Esperança, nunca foi um radical de esquerda. Se existe alguma semelhança entre o partilhar o pão com o marxismo, é mera coincidência, uma ação é ética valorosa, enquanto a outra é ideologia política teórica.

Boff com sua forma, peculiarmente, leve e amorosa de expressão, analisa de forma crítica o fulcro de todas as questões eclesiásticas, ou seja, as instituições estão acima de toda a expressão de fé. Jesus foi crucificado pela sua religião de origem e continua a ser crucificado por todas as religiões que se intitulam cristãs.

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