quarta-feira, 20 de novembro de 2013

O Eixo Fascista das Religiões

As religiões não admitem nenhum tipo de crítica. A razão é considerada a grande produtora de heresias e pecados mortais. O senso comum e a necessidade dos inseguros na fé exigem o literalismo escolástico, firmando uma imagem divina cruel e vingativa. Juízo é o que falam de Deus. E julgam e julgam, infinitamente! Não reconhecem o perdão e o amor, nem a misericórdia divina. Constroem estranhas catedrais de veneração a deuses desprezíveis, fruto de doenças cognitivas que fazem dos seus deuses, poderosos imperadores. Se os proclamadores religiosos entendessem que somos o desejo de Deus, que fomos gerados por e em Seu instinto Divino, poderiam ser mais úteis aos seus semelhantes. As liberdades individuais de ser e existir, a força suprema do instinto de ser humano, conceitos e atos amplamente incentivados por Jesus Cristo, foram banidas das religiões como um valor teológico. De tal sorte foram condenadas ao exílio, que o senhor da razão humana é chamado de satanás, ente estranho e medonho. Um corruptor de espíritos que se opõe à disciplina dogmática religiosa.

Decerto, posso reafirmar a constatação de Nietzsche: “A atração exercida pelo conhecimento seria bastante fraca, se para atingi-lo não fosse preciso vencer tantos pudores.” (Além do Bem e do Mal - Friedrich Wilhelm Nietzsche (1844-1900) – pag. 76).