As religiões não admitem nenhum tipo de crítica. A razão é
considerada a grande produtora de heresias e pecados mortais. O senso comum e a
necessidade dos inseguros na fé exigem o literalismo escolástico, firmando uma
imagem divina cruel e vingativa. Juízo é o que falam de Deus. E julgam e
julgam, infinitamente! Não reconhecem o perdão e o amor, nem a misericórdia
divina. Constroem estranhas catedrais de veneração a deuses desprezíveis, fruto
de doenças cognitivas que fazem dos seus deuses, poderosos imperadores. Se os
proclamadores religiosos entendessem que somos o desejo de Deus, que fomos
gerados por e em Seu instinto Divino, poderiam ser mais úteis aos seus
semelhantes. As liberdades individuais de ser
e existir, a força suprema do
instinto de ser humano, conceitos e atos amplamente incentivados por
Jesus Cristo, foram banidas das religiões como um valor teológico. De tal
sorte foram condenadas ao exílio, que o senhor da razão humana é chamado de satanás,
ente estranho e medonho. Um corruptor de espíritos que se opõe à disciplina dogmática
religiosa.
Decerto, posso
reafirmar a constatação de Nietzsche: “A atração exercida pelo conhecimento
seria bastante fraca, se para atingi-lo não fosse preciso vencer tantos
pudores.” (Além do Bem e do Mal - Friedrich Wilhelm Nietzsche (1844-1900) – pag.
76).