Mateus: 5, 10
O Estado e a religião são velhos
companheiros na história da humanidade. Parceiros na defesa das mais legítimas
ações sociais e cúmplices nos mais espúrios interesses econômicos. A história é
testemunha desta associação, e a Igreja Cristã não é exceção. E, em nome da
vontade de Deus, a Igreja age para fazer valer os interesses dos mais diversos
grupos do poder político. E os livros sagrados, quando não funcionam como Constituição,
influenciam todos os poderes constitucionais, em especial com relação à
cidadania, aos direitos e deveres do cidadão.
Foi fundamentado em um código
religioso que Jesus foi condenado à morte, foi com a complacência da Igreja que
seis milhões de judeus foram exterminados, foi a Igreja Presbiteriana do Brasil
quem condenou ao despojamento do Sagrado Ministério muitos pastores, numa
caçada às bruxas ocorrida no período da ditadura militar, após o golpe de 1964.
Sem falar naqueles que foram denunciados às forças armadas, injustamente, para
serem punidos, presos e torturados, acusados de comunistas, sem provas, sem
julgamento, sem defesa, por interesses políticos e econômicos, em nome de Deus
e da boa prática Presbiteriana.
O reino dos céus não é propriedade
das religiões e nem dos homens que vivem sob o jugo das leis religiosas e de
suas nações. Como também não é propriedade dos anarquistas, revolucionários,
revoltosos ou insubordinados à ordem social.
O reino dos céus é o habitar
daqueles que se fazem morada do Espírito de Deus, que olham o mundo grávidos da
bondade divina, que falam do Deus que quer amar-nos intensa e eternamente, das
possibilidades transcendentes da vida sobre a morte, dos limites do tempo e da
eternidade. Ah!... Se soubéssemos que somos o desejo de Deus. O homem de Deus
denuncia, por seu testemunho, por sua palavra e por sua vida, as tolas e
finitas propostas humanas, sua ineficácia, seus objetivos, valores e métodos,
as injustiças sociais presente em todas as sociedades do mundo, promovendo a
paz, inalcançável pela iniciativa humana.
Bem
aventurado os perseguidos da impiedosa e interesseira justiça humana, bem
aventurados aqueles que não se confrontam com Deus, mas antes, se tornam cheios
de sua divindade em Jesus Cristo, pois deles é o reino dos céus.
Nenhum comentário:
Postar um comentário