Mateus: 5, 11-12
Houve um tempo em que
confessar-se cristão protestante era um ato perigoso que colocava em risco a
própria vida. Em vários momentos da história registramos a intolerância e
muitas perseguições aos cristãos. A reforma do século XVI ampliou e
diversificou o foco e o clima das perseguições e o autoritarismo religioso. Até
poucos anos atrás registrava-se em nosso Continente verdadeiros cenários de
guerra entre católicos e protestantes, vistos frequentemente, em especial, na
região nordeste do Brasil. Nos dias atuais o Ocidente vive um tempo de
liberdade religiosa nunca visto, e a liberdade de culto integra a maioria dos
textos constitucionais, como, por exemplo, em nosso país.
A perseguição a Cristo, no
entanto, jamais deixou de existir. Na verdade estamos falando do primeiro
conflito do homem contra Deus. Expulso do Éden, primeiro local de campo de
batalha e do confronto direto do homem a Deus. A humanidade e em especial as
religiões, combatem, desde então, a Palavra de Deus, seus intérpretes e seus
profetas. A regulamentação doutrinal, moral e comportamental, a sistematização
da teologia, da liturgia e a formulação dos dogmas, fazem do homem gestores das
verdades compreendidas acerca de Deus. Não sendo absoluta, a gestão humana
falha e induz ao erro muitos fiéis, enquanto novos códigos surgem, ou são
contextualizados, na medida em que evolui a capacidade de compreensão da
humanidade.
Ao definirmos intransigentemente
um modelo de gestão divina, militarizamos a Santíssima Trindade com objetivos,
estratégia e poderio bélico capaz de defender-se e atacar as nossas “alucinações”,
inimigas da humanidade e de Deus. É neste contexto que surgem as injúrias dos
religiosos contra os santos de Deus, os pacificadores, que se tornam
perseguidos por religiosos guerreiros, apologistas das verdades religiosas,
odiosos da liberdade, do prazer, da felicidade, do amor, da piedade, da
tolerância e da eternidade.
O
preço da fé é a convivência com as bobagens proferidas pelas serpentes da vida
religiosa, suas bocas venenosas e a crueldade com que atacam e matam os santos
de Deus. Bem aventurados os injuriados, grande será a recompensa nos céus.
Excelente! Vale a reflexão como seria bem melhor a vida se o homem respeitasse o outro, não por força de lei, mas por respeito e admiração.
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